Estava fria e esplêndida toda enfeitada de estrelas mais brilhantes na sua despedida, o vento soprava desvairado, brincando nas ruas do meu bairro, esvoaçando ao meu redor,agarrava-me fazia-me redopiar em seus braços.
O cheiro da lenha queimada, entrava-me pelas narinas, misturando-se com uma melodia alegre que saia do altifalante duma aparelhagem, ouviam-se gargalhadas e muitas vozes com ecos de portas, que se fechavam e outras que se abriam, de carros, de casas e de gente que corria.
O vento arrepiou-me com o seu abraço gelado, apressando-me a fechar a porta do carro e vaguear noutras direcção, encruzilhadas da vida, onde há choro e pranto, em sonhos desfeitos presos num desses labirintos de magoas afogadas em qualquer vicio.
A noite estava linda, vestia o seu belo manto preto pintalgado de luzes cintilantes, para a despedida e para a qual eu também estava vestida.
Tomei meu rumo e fui até à igreja, onde agradeci a DEUS,por me ter guardado e também por mais esta oportunidade de vida e poder dizer a todos os meus familiares e amigos bom ano de 2008, amai-vos e perdoai-vos uns aos outros e sejam muito felizes