Coitado do D.Mauel.I

Vim para Elvas à mais de 25 anos e lembro-me do largo da misericórdia, um parque de estacionamento onde os espanhóis estacionavam de ouvido, deixando marcas nos nossos veículos.
A fonte estava no mesmo local onde hoje se encontra, mas grande diferença em relação a hoje, pois não cheira a trampa nem mijo e em vez de carros tem um jardim. Lembro-me que essa mudança,incomodou alguns condutores e também moradores.
Ainda me lembro, mas há quem tenha esquecida desse tempo, por conveniência dos interesses actuais.
Tanta coisa para fazer, tanta coisa para actualizar e tornar viável nestes tempos onde as novas tecnologias se tornaram a bandeira deste mundo.
Mas isso da trabalho e uma grande canseira, melhor mesmo é criticar as obras dos que ainda trabalham.
Não é por acaso, que o nosso país está neste estado calamitoso, face a crise mundial.
Portugal é um pais com mais de 800 anos de existência deveria ter um povo adulto, coerente responsável e trabalhador.
Mas maldizer é melhor

So poder ser para rir

Não sei o que senti quando olhei para este placar de propaganda eleitoral, prometendo a reabertura da maternidade, ia entrando em choque e por momentos pensei que não estava a ler bem mas depois senti-me fortemente afrontada e gozada.
Perguntei-me como é possível que haja alguém com a força politica neste momento para reabrir a maternidade?
Qual estratégia possível para que decorridos 3 anos torne possível tal proeza?
E perguntei-me também, onde estavam, quando a maternidade fechou as portas? Onde estavam quando os trabalhadores foram impedido de trabalhar durante 7 meses mas a cumprir horário por detrás das postas encerradas?
Porque não agiu nessa altura? Porque não usou essa estratégia para defender património da sua terra?
Vale tudo para conquistar a cadeira do poder.
Ainda que mudem os ventos, as politicam e os governos ,o caso Maternidade de Elvas é irreversível, assim como muitos outros casos por esse pais fora.
Penso que se deveria ter algum respeito pelas pessoas que estiveram envolvidas nesse encerramento, e que deixou marcas, mas que foi bastante oportuno para que alguma gente saísse do anonimato.
Essas palavras escarrapachadas no placar de publicidade junto do Hospital são um insulto a qualquer nível de inteligência independentemente da sua cor politica ou não.

Um dia na Cidade de Liaboa

O café estava escuro, no seu interior, procurei um lugar cómodo para me sentar e comer a pequena refeição da manhã. Junto à janela havia uma mesa vazia, um lugar agradável, de onde se podia ver a rua e observar os transeuntes enquanto comia,e sentei-me.
Abri o jornal que me ofereceram à saída duma passagem subterrânea que atravessam as ruas de Lisboa e comecei a virar as paginas, passando por alto algumas notícias, mas aquela prendeu-me,não pela importância do assunto, mas porque exibia a foto de José Sócrates.
Olhei durante algum tempo essa expressão estudada, no rosto aparentemente simpático e sedutor, e deixei os pensamentos vaguearem através desse perfil desenhado no tempo onde a mentira e a verdade mudam de rumo conforme sopra o vento e lhe é mais conveniente. Da mesa do lado ouvi queixumes e lamentos de gente trabalhou a vida inteira, gente que sonhou desfrutar no final da sua história.
Não sei descrever o que senti, mas acho que foi a raiva que me fez contrair os músculos do rosto enquanto a conversa na mesa do lado crescia com insultos (mentiroso, gatuno, corrupto e ladrão) com estes adjectivos a conversa, estendia-se a outras mesas e aumentava de tom. Levantei os olhos e senti-me incomodada pelos olhares fixados na foto do jornal que eu segurava nas mãos.
Levantei-me, saí do café,com uma vontade louca de gritar aquela gente que eu pensava da mesma maneira e que o socialista em que eu acredito, não se identifica com socialismo do Sr. Sócrates.
Respirei fundo e fui caminhando, parando diante de algumas montras, cheias de etiquetas coloridas, de todos os tamanhos a informar descontos e outras com liquidação total dos artigos, e mais uma vez ao meu lado duas mulheres falavam uma com a outra sobre as dificuldades que sentem desde que o povo colocou o governo nas mãos duma pessoa que se esqueceu de ser humano ainda no tempo em que ainda era menino.
Fazerem-nos sentir a mais, que já não pertencemos a lado nenhum, que nos tornamos inadequados, inconvenientes, descartáveis nesta sociedade tão conveniente aos meandros da corrupção, da mentira e lucro fácil e rápido.
Senti pena do homem da foto do jornal que ficara em cima da mesa do café, desse homem que se assume o melhor, o maior, o dono absoluto da verdade, que não falha e para quem as queixas as dificuldades e a fome do povo é mera provocação.
Nesse momento quase fui atropelada por um bando de pombos que num voo rasante poisaram junto duma mulher sentada no banco do jardim, que espalhava migalhas e restos de comida, fazendo-me sorrir diante daquele quadro tão lindo.

Eu apoio Rondão de Almeida


Salmos 1
1 Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2 Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3 Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
4 Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
5 Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
6 Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.

O 'histórico' socialista



Este Homem despede-se, da Assembleia da Republica sem deixar marcas na corrupção e manteve as mãos limpas até ao fim.
Não se deixou corromper,manteve as suas convicções, coerência e uma sanidade mental incrível.
Um homem de grandes valores morais e sociais. Um grande Socialista.

Vale tudo











Estes jovens toureiros doRibatejo estiveram na Assembleia da República e assistiram ao célebre debate da Nação em que o Ministro da Economia imitou um toiro e foi afastado do Governo por José Sócrates.
Gonçalo Montoya, Mateus Prieto,João Careira e Mário Figueiredo, foram ontem ao Parlamento a convite do deputado António Campos, eleito pelo círculo de Santarém. Durante o almoço a conversa passou pelos termos tauromáquicos utilizados na política. Arena política, cravar farpas, tourada. Mal eles sabiam que um Ministro, em resposta a um aparte do líder da bancada do PCP, iria espetar os dois indicadores ao lado da própria cabeça imitando uns cornos e que o Primeiro-Ministro seria obrigado a dar-lhe uma “estocada”.
O primeiro-ministro fez durante o debate do estado da Nação uma declaração inédita onde condenou o comportamento “inaceitável” do ministro da Economia. “É meu dever apresentar um pedido de desculpas”, disse José Sócrates aos deputados e à Assembleia da República, em nome do Governo.
O senhor primeiro-ministro deveria também pedir desculpas ao Povo da Nação