OBRIGADA

Fiquei tão emocionada quando me propuseram fazer uma festa de homenagem à minha pessoa , que senti as pernas tremeram sobre o peso de tamanha importância e tão pequena me senti diante da grandeza desse gesto.
Não encontro palavras que definam os sentimentos que me tem evadido o coração, enquanto os dias vão passando e a data programada fica mais próxima, mas a sensação é igual aquela que vivi durante tantos anos na sala de partos da Maternidade de Elvas onde vivi os melhores momentos da minha vida e senti o mais sublime de todas as sensações, ao ajudar a nascer.
Lembrei-me do dia em que cheguei à Cidade de Elvas, das vezes que ouvi dizer que já não saía mais daqui porque tinha bebido a água do Aqueduto da Amoreira e não consegui segurar a lágrima teimosa de saudade e alguma frustração.
Saudade das pessoas que me ajudaram a crescer e a evoluir como ser humano, e que já algumas, não se encontram entre nós, a frustração é apenas o sintoma de tudo o que adiei, mas que me faz olhar para traz e sentir que Elvas foi e será sempre a minha grande paixão.
Obrigada à SIR e a todos os Elvenses
Desde que cheguei aos 26 anos, tem sido a família que adoptei, quando me faltou o amor e a protecção dos meus pais, são a força onde busco energias e o livro onde aprendo lições todos os dias.

A diferença do rigor

Aqui estou mais uma vez depois de algum tempo, sem vontade nem motivação para escrever, mas hoje é um dia especial quero compartilhar com quem visita este meu cantinho onde me refugio muitas vezes para desabafar e descontrair da pressão e opressão em que vivemos o nosso dia a dia.

Vou de ferias e apetece-me dar este grito de contente.

Vou descansar no meu espaço, onde e se eu quiser, não oiço nem vejo por algum tempo qualquer notícia sobre a desorientação dos ventos provenientes da assembleia da Republica ou do gabinete de algum ministro, tempestades que assolam o país, varrendo as vidas e esvaziando-as de valores, destruindo assim os alicerces da sociedade.

Sinto-me desconfortável quando olho para o passado para comparar os governos a que já assisti e dos quais vou lendo em determinadas paginas do tempo entre o passado e o presente.

Tais como: Salazar começou uma grande reforma política, criando a União Nacional - o único partido legal do regime - foi criado um regime pessoal, autocrático e repressivo que se designou por Republica Corporativista ou Estado Novo.
Salazar tornou-se “Chefe” da Nação.
Oliveira Salazar conseguiu equilibrar as finanças públicas (obtendo um saldo orçamental positivo) e estabilizar o escudo à custa de uma, política de grande rigor orçamental baseada na diminuição das despesas do Estado. O crédito externo foi recuperado.

No presente

O governo actual implementa medidas de austeridade e reformas estruturais no mercado de trabalho e também no sistema de pensões, para consolidação orçamental, num pais onde os gestores ganham fortunas e o povo sobrevive à procura dum lugar para trabalhar a troco de uns trocos para comprar o pão de cada dia enquanto, enquanto vão aumentando as despezsas do Estado.
Incrivel.
Vivemos sobre a ameaça constante de perder algo, e dizem que somos livres, os crimes fraudulentos crescem, mas dizem há justiça e a promiscuidade de valores vai de vento em popa, mas está tudo bem diz o governo.

Depois quis saber algo mais sobre o fascismo e encontrei, Benito Mussolini que foi um dos fundadores do fascismo em Itália, ditadura totalitária, e que incluía elementos como; nacionalismo, corporativismo, sindicalismo, expansionismo progresso social, o anticomunismo combinado com a censura.

Fiquei sem palavras

Verídico ou não, tem toda a pertinência e actualidade...

INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO).
*Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um telejornal da RTP1: De mãe para mãe...Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusivé aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.No próximo domingo, enquando você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...Ah! Já me ia esquecia: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!

Voltaram as andorinhas à minha janela

No peitoril da minha janela onde me debruço tantas vezes para pensar e admirar a paisagem, fiquei a olhar as andorinhas a reconstruir os ninhos no beiral do telhado por cima da minha janela.

Estava assim deslumbrada com as maravilhas da natureza quando olhei para mim como ser humano, como animal que tem a capacidade para pensar, discernimento, com alma e um espírito e pensei, como seria tão mais simples se a humanidade fosse um pouquinho menos racional,uma vez que, não se sabem amar uns aos outros como ser verdadeiramente humanos.

Tolice, mas foi o que pensei, ao olhar ao meu redor. Quanta gente desejaria ser uma destas andorinhas
Sabendo que há gente que apenas sobrevive, bebendo e comendo os detritos de animais que raspam o solo à busca de outros detritos para se alimentarem, neste mundo que se tornou propriedade paradisíaca de uns quantos senhores a esbanjar fortunas diariamente em pequenos nadas sem amor no coração.

Olhei para mim e senti a tristeza de me sentir impotente e tão pequena que me apeteceu voar, ser a andorinha que esvoaçou diante do meu olhar.

Martela-me o peito cada vez que olho para as minhas mãos e sufoco de desespero por me sentir inútil naquilo que sei fazer, invade-me esta ansiedade de me evadir para algum lugar onde precisem de mim.

Voltei à realidade quando uma andorinha esvoaçou diante de mim chilreando feliz quem sabe, por ter acabado o restauro da sua casa. Voltei de novo aos pensamentos que também esvoaçavam na minha mente. Se não fosse as responsabilidades e todos os compromissos que tenho e não poder deixar de depender dum salário, iria hoje mesmo por esse mundo como voluntária até ter forças para me movimentar.

Porque as minhas mãos gritam desesperadas com vontade de ajudar a nascer nem que seja numa sala de partos improvisada, nalgum lugar distante e esquecido no mundo pelo próprio mundo

Mas tenho fé no DEUS que rege a minha vida e creio em Jesus que habita no meu coração, que satisfará esse desejo que inunda o meu ser repleto de paixão e amor.

O EQUIPAMENTO DA MATERNIDADE MARIANA MARTINS FOI DOADO

Depois de ter ajudado o José Miranda e o Joel a embalar o material que equipava a Maternidade da Fundação Mariana Martins, desactivada à quase quatro anos, senti em meu coração uma vontade enorme de seguir com esse material até Guiné Bissau e fazer parte desse doação.

Com esses aparelhos foi um pouco de mim e muito da minha história com 25 anos de trabalho na sala de partos da Maternidade da Fundação Mariana Martins onde exerci como parteira, até ao dia em que foi encerrada.
Hoje dou assistência as consultas externas de obstetrícia e ginecologia e esforço-me, mas a falta da sala de partos é tão grande, que a minhas mãos se sentem inúteis e vazias.

Queria ser parte desse equipamento e fazer parte dessa dádiva, ser útil na ária em que me formei e ao qual me dei com paixão.
Queria fazer parte desse projecto e dar de mim, o que sei fazer na sala de partos.
Visitei o site da Fundação Casa Emanuel e fiquei emocionada, tocada no mais íntimo do meu coração. Viajei nas fotos e nos vídeos desse lugar e senti-me feliz por esse equipamento voltar a ter a utilidade para a qual foi criado.

Agradeço a DEUS por essa alegria, que encheu o meu coração, ao deixar de ver esse equipamento sem funcionar e destruindo-se com o tempo.
Depois agradeço ao Joel e ao José Miranda, duas almas maravilhosas, que adorei conhecer e que integram o projecto coração na Guiné ( http://www.coracaonaguine.com/ ). Movidos pelo amor verdadeiro e incondicional, que transborda em seus corações, eles vão pelo país fora, angariando medicamentos, equipamentos hospitalares e outros materiais que fazem falta, lá no outro lado do planeta.
Atravessam países e muitas dificuldades, para sensibilizar e chamar a atenção para as necessidades dum povo que tem dificuldades em sobreviver.
Actos 20: 35.Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.

Bem ajam e que DEUS os abençoe com toda a sorte de bênçãos e continuem a dar cada vez mais o melhor de vocês , que é esse amor.