Saudades

Serás sempre o meu amor
Em cada rua , por cada pessoa que passa ,em cada som existe sempre uma saudade.
Quando vejo um sorriso , recordo-te .
Quando oiço uma canção lembro os teus braços e as nossas danças .
Lembro de ti em tudo o que existe .
Revejo-te em cada gesto em cada palavra em cada tique que me deixaste como herança mais linda , a tua filha.
Já não era tempo de termos um António, mas dizias que gostavas tanto que eu tivesse sido a mãe dos teus filhos.
Se Deus permitir e me ajudar serei, tudo o que prometi.
Amo-te as tuas lembranças, porque todas elas foram lindas.
Obrigada meu DEUS pelo tempo que permitiste  vivermos o nosso amor .

Saudades de ti




Hoje fragilizada por essa parasita "fibromialgia" que me adoece quando o corpo não aguenta as mudanças bruscas de temperatura ou as emoções são abalroadas por outra dor chamada saudade.


Sinto este aperto doido em meu peito, fazendo meus olhos encherem-se de lágrimas sufocando o grito cheio do teu nome. E deixo me perder nas lembranças que deixaste, nas histórias, da vida que viveste sem mim.

Mas  aprendi e vivi contigo cada momento de todas as histórias da tua história de vida, pela forma detalhada e linda com que as contaste.
Sinto saudades de ti meu amor , do teu bom humor , da tua alegria que espalhavas à tua volta , que revivo com  as amizades que te recordam .
Olho para a rua através da janela e vejo-te sorridente , de mão estendida com uma rosa roubada no jardim da frente e_ dizeres é para ti meu amor.
São imagens  lindas cheias de palavras que vão soar nos meus ouvidos para sempre poque são fruto do amor com que me amas-te.
Beijos meus amor, para sempre no meu coração.  

Cantei e chorei

Meu Amor, o meu coração explodia de tristeza enquanto o  compasso da guitarra me empurrava a cantar. A minha voz era um grito a chamar a tua ausência naquela plateia de solidão.
Cantei para ti meu Amor.  Imaginei-te na multidão aplaudindo-me, com olhar  cumplisse com que me tranquilizavas e encentivavas a cantar.
Obrigada meu Amor pelas memórias que me deixaste e encentivam a caminhar.
Amo te para sempre

:Eu

Hoje ao olhar-me no espelho , vim um rosto pesado e triste , que me levou de emediato a levar as mãos  cheias de aguas e descarregala sobre as faces e sentir o refrescante penetrar-me a pele.
Voltei  fixar o espelho e senti-me mais confortante , mas mesmo assim o semblante continuava carregado.
Tentei disfarçar com um pouco de creme e umas pinturisses, dei uma escovadela no cabelo, mas voltei a desgadilha-lo. nunca gostei de cabelos muito penteados e dirigi-me até a janela onde os carros passam e quase não se vê ninguêm
Fixei os olhos na distancia em busca do lugar das minhas fantasias, mas não o encontrei, pois perdi-me  na realidade que está sendo brusca e dolorosa, nesta etapa da vida deixando-nos com o chão a mover-se debaixo dos pés fazendo-nos ir  buscar forças sobrenaturais através da fé.
Lutar contra a maré , contra a corrente tenebrosa dum rio com levadas medonhas, lutar , lutar pela minha felicidade recordando aquele lindo arco ires com que Deus me presentiou.
Fiquei ali sentada na cadeira mesmo junto a janela com o olhar  perdido na estrada vendo os carros passar.

Sonhei com o mar


                                                                           Depois de ausente tanto tempo, hoje,                   aproximei-me da minha janela e de olhos fechados  imaginei-me longe.

O dia acordava fresco e orvalhado.

Quis sentir os meus cabelos alvoraçados pela marzia e o sussurrar do vento deixando a minha face molhada com beijos a saber a mar, quis ouvir o ribombar das ondas estremecendo o meu peito e a minha imaginação.

Mas abri os olhos e da janela e apenas vi uma rua vazia onde não passa ninguém  e os carros que circulam nela, vão com pressa para chegar a algum lado.que quase não distingue a marca e a cor. Volto a fechar a janela e o silêncio prolonga-se mais denso e forte, enchendo-me de vontade de ouvir o mar , fecho os olhos e deixo-me levar pela imaginação longe, até onde os salpicos de espuma se desfaz no ar.

PASSOU O TEMPO


Encostada a minha janela deixo-me envolver pela nostalgia de algum momento esquecido dentro de mim, enquanto oiço o fado na voz dalguém que canta o amor e a tristeza com mãos cheias de nada.
Espreito ao longe essa encruzilhada de caminhos, onde os passos se arrastão nas decisões tomadas pela solidão, e na tristeza dum coração vazio transformando vidas em momentos tristes e sombrios.
Passou o tempo e eu ali parada de olhos pregados na rua mal iluminada onde não passa ninguém, apenas o meu pensamento a percorrer as pedras da calçada, pisando um asfalto de silêncio num caminho sem sombras.
Como o tempo passa nesta calmaria de horas tão cheias hoje de mim.
Olhei para o meu rosto espelhado na janela e sorri, apesar dos anos achei-me bonita, com meus cabelos brancos a serpentarem a cabeça e apesar das rugas as minhas mãos não estão mais cheias de nada, porque transbordam de afetos sinceros, verdadeiros, autênticos e puros.
Hoje posso sonhar, pedir sem implorar, posso rir e gargalhar, sem precisar fantasiar a vida fingindo ser feliz.